A Marítima

Quinta-feira, Setembro 25, 2003

 


E assim que ando a disfarcar minha febre
e ocultando a intensidade de viver
Olhando para o chao, mordendo meus labios
Abracando ao meu proprio corpo pequeno e arrepiado

Meus dedos pesados se escondem nas frestas
nas montanhas de mim mesma...
Os sorriso ainda arredio nao se dissolve
E o olhar opaco se ocupa de lembrancas

Ardes em mim ainda,
talvez seja essa a febre que me faz
cair, sofregar, transpirar

Bato a porta ao sair por nao saber como falar
que ainda te quero - VIDA.

Por nao saber que por nao ser poema, rosa, cavalo-marinho ou
um quadro de Klimt desnudo e atrevido
Nao me perpetuo em teu corpo, em teus sentidos.

Ainda sou va

Setembro 25, 2003. City of Angeles

 
Canticos para ti

Cantei para ti uma cançao de amor,
que ja esqueci,
que ja passou
falei para ti uns versos puros,
que se dilataram numa ausencia ardente,
em tempos empedernidos de saudade
Carcomidos, sim, carcomidos de furia e insensatez
Suspirei para ti em cantigas macilentas
cheias de sono, exauridas ---- quase cansadas
Dancei para ti um poema perfeito,
nos quais borboletas alcavam voo
das palmas de minhas maos
versos de uma gestacao homonima
que eu tanto quis
e que
brotando de mim em todos os poros
evadiu-me, inundou-me,
evaporou-se de mim com a volupia de
corpos que nao se encontram ha tempos...
E por mais que eu tenha
te chamado com meu canto
ha ainda um oceano em turbilhao a ser cantado


Tanilha 09/24/2003 City of Angels

Quinta-feira, Setembro 11, 2003

 
Seis semanas exatas se passaram. E eu nao sei de onde esse vento sopra. Os cheiros de infancia, que guardados em alguma parte de mim brotam e avivam-se, acomodam-se ainda mais nesse bau de infindaveis sensacoes que sou. Nostalgia vinda pela janela ao olhar o azul maritimo do ceu. As nuvens estreitas e rasgadas como nesgas de algodao deslizam pela pelicula que reveste meus olhos. Sentidos intensos e profanos. Abocanho o flanco de vida que me e ofertado e aninho-me na calmaria de uma rede de sonhos e mares altas. Ja nao sou vida, sou passaro a embalar sonhos alheios e acalentar fantasias. Sou todos os sentidos condensados num voo cheio de riscos e prazeres.

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