A Marítima

Quinta-feira, Junho 30, 2005

 
N, VancouverAVs, pleaseEGPink ANTDSC00049

Eu copiei a idéia do Megeras que copiou do LLL. Não tenho tempo para lincá-los agora. Estou com o pé na porta para mais uma temporada de scallop fishing. Em breve estarei de volta, com fotos e estórias para contar.

 
Weblogs e interatividade

Eu ainda não me acostumei com esse lance de weblogs. Eu não tenho a menor vocação para fazer gênero e elogiar só para ser recompensada, tipo eu te linco, tu me lincas, nós lincamos. (Sim, eu aportuguesei a palavra de propósito...) O que eu quero mesmo é conhecer gente, descobrir lugares novos. Me debruçar nas asas de outras pessoas para saber como elas voam. Se quiserem voar comigo são bem-vindas. Faz anos que eu tenho meu weblog e só recentemente é que conheci umas pessoas. Eu sou tímida, gosto de conhecer os outros aos poucos. Prefiro amigos em profundidade, não quantidade.

Então se faz favor, se me visitares fica à vontade. Me manda um e-mail, me deixa um recado, te achega. É também para isso que deixei a porta aberta.

Quarta-feira, Junho 29, 2005

 

E em alto e bom som no meu iTunes:
Se eu tiver que ler tudo do Barroco, que tempo vai sobre para minha nêga?

Dele, o maravilhoso, Vitor Ramil.

Segunda-feira, Junho 27, 2005

 


Bom demais para ser verdade!
Então tá. Eu passei um tempo imaginando o dia em que eu poderia comprar o CD Negro Coração, do Alegre Corrêa, que é um músico gaúcho EXTRAORDINÁRIO radicado na Áustria, e eis que mando-lhe um e-mail e ele me responde. E me responde dizendo que o CD está esgotado, mas que me manda uma cópia. Não quero dar idéias a ninguém, mas que foi o máximo foi. Mal posso esperar...
Valeu Alegre!

Domingo, Junho 26, 2005

 
Orange County, Califórnia


Ela te beija a boca e cozinha para ti
Te faz carinho, te xinga, te liberta
Move o ventre e os braços,
te abraça com as pernas

Lava os teus cabelos e
te vê chegar todos os dias


Te tira para dançar
Ela te perfuma, te lambe
te carrega no colo - na imaginação

Te faz andar nas nuvens

Ela te dá banho de amor,
Te diz as regras do jogo,
brinca de menina
De esconde-esconde

Ela te compra pêssegos maduros
e suculentos -- te morde, te suga

Encosta em ti para te roubar calor,
te joga na água para amainar tuas chamas
Te chama prá chuva

te enxerga no escuro, te cheira e te sabe decor

Ela é tua sem senões, porquês ou ses

Quinta-feira, Junho 23, 2005

 

Península Azul Golfo do México, indo para o Leste

A península se estende num azul ciano perfeito, sutil que me abraça e me conforta de tão longe. O avião em manobras, que viram para lá e para cá -- ora tocam o norte, ora tocam o sul, como um barco no ar, me deixa zonza, com um amor inesperado. A janela minúscula não me acolhe, é pequena demais para meu olhar de imensidão, que quer abocanhar vida aos borbotões. Me ajeito na popa transparente desse barco do ar e quieta observo o Atlântico.

Senti saudades desse oceano que me sabia desde quando eu ainda não me sabia gente. Senti vazio, desnorteio quando conheci o Pacífico e sua orla arredondada que esculpe rochas altas e imponentes que também vão de norte a sul. Houve vezes em que eu subia nessas rochas e ficava a observar o movimento das águas e a música que emanava lá de baixo. Intervalos de som e ânsia, e uma procura (incessante) pela direção correta. A ausência de adivinhar onde estaria o continente Africano. O vazio que se preenche em si só... a corrente de águas geladas que vem do Alaska. E eu aqui a murmurar passado-azul.

Quarta-feira, Junho 22, 2005

 

Barra da Lagoa, Santa Catarina -- Novos Sóis por CSR


Querida Ticcia,

Obrigada pela mensagem linda e pela atenção. Depois que eu te escrevi ontem, me senti muito aliviada. O fato de não entrar em contato contigo, em não poder te falar sobre as impressões que teus poemas de imensidão deixam em mim, repercutia na mesma intensidade como o que tu escreves repercute.

Ao te escrever foi como se eu tivesse me dado uma chance, e tu me respondendo também me deste uma chance. Uma oportunidade única de voar contigo.

Tu és imensa como teus poemas. Sim, estávamos juntas cada vez que eu te lia. Mesmo que tu não o soubesses. Que não importem mais os desencontros.

Que venham novos vôos, cheios da amplidão e magnitude dos que nascem sob o signo da desmesura, como tu disseste.

Me sinto honrada e alegre de partilhar contigo esse momento. E obrigada pela acolhida calorosa.

Beijos,
Da Marítima

Terça-feira, Junho 21, 2005

 

Farol da Barra por CSR


Acompanho o que Ela escreve há anos. Desde que o Não Discuto virou um presente de amigos e ela começou a escancarar talento e mudar o sentido do que estava virando febre e chamava-se blog. Várias vezes eu pensei em fazer contato, mandar e-mails, marcar um encontro em Porto Alegre. Mas daí eu sempre achava meio arriscado. Ficava pensando na catatonia que me acometeria no momento do encontro ou algo do gênero. Mandei e-mails que nunca foram respondidos. Meus comentários nos blogs dela também nunca receberam atenção.

E então ela escreveu um post que não me sai da cabeça e que tem me tirado o sono. Ela fala sobre quem vive a prestações, quem faz da vida uma parcela. Quem economiza em amar, em ser feliz, em se arriscar. Quem veleja com medo. Quem se abstrai da dor inevitável que faz crescer. Ela fala de gente sem ganas. Gente que não se agarra à vida e não faz nada por merecê-la. Gente que não diz a que veio.

Eu sempre achei que minha coragem sempre foi meu modo de dizer a que eu vim. Sempre velejando com o olho no intenso, no inesperado, a alma na lua, os pés no chão apenas por contingências. Com uma palavra na ponta da língua, um poema pulsando, um verbo latente querendo nascer. Sempre achei que nasci para parir poemas, não bebês. Para verter palavras, e também para apagar o fogo da ignorância. Acho que agora estou lentamente aprendendo o ritmo da natureza humana. Mas, não será essa uma escalada muito desgastante? Não serão estes, mares alheios ao meu domínio? Não estarei eu medindo forças comigo mesma?

Seja como for, eu queria falar disso aqui pois às vezes uma idéia precisa encontrar ressonância. E depois de ter desistido de fazer contato com a Ticcia por tanto tempo, me dei conta que eu preciso pelo menos contar tudo isso para ela. Nem que seja para ser ignorada de novo e para seguir velejando com a vida, em mares nunca antes navegados.

Sábado, Junho 18, 2005

 
Ela voltou. Deve ser por isso que eu voltei a escrever. Ela me inspira.

 



Mosaico

O corpo não me avisava que eu estava cansada. Meus olhos continuaram a piscar ao som da música. Me embalei ao som daquela voz tão nova e tão antiga em mim. Não eram as mesmas canções. Eram outras palavras, outros sons. Novos ritmos, novos atos. Um brilho natural que ela tinha de fascinar. O piano insistente, a dor cortante, o fio de voz no final da canção. Um ano depois do meu nascimento, aplausos. Sorrisos, um conto contado na emoção do palco. Quatro mil pessoas delirando com Elis. Eu eu aqui, vinte e seis anos depois, chorando, ouvindo, cantando, remexendo meu corpo serelepe pela cozinha. Quero mais dela. Quero mais daquelas canções. E já são duas da manhã e o sono não vem, a música me atropela. Teu adeus me entristece, mas também me liberta.

Quarta-feira, Junho 15, 2005

 



O Vento do Sul

Me falou que o que queria era sentir o cheiro do Sul. Do estado onde eu nasci e cresci. Então eu me lembrei do céu de inverno, da casa quentinha, do pinhão assando no fogão à lenha.



Com o violão na Garupa por Mauro Moraes

Um caminho afinal, uma ponta de sol,um piquete de luz, uma pampa rural, uma chuva teimosa, uma pedra de sal...
Uma tropa de corte, uma sorte, uma dança, um arado, uma canga,um atado de cana, uma junta de bois, uma chuva sem mal!

Sairei por aí com violão na garupa
a alma cheia de gente, meus pertences Guarani!
Que tempos vida, vivi, levando a dor aos bocejos, dá-me um beijo, um gracejo, sem medo de “saí”.

Uma benção materna, uma graça discreta, uma mágoa sincera, uma rapa de mel,uma rima de rédea, quebrando o chapéu...
Um tostado coiceiro, uma rês desgarrada, uma mata queimada, uma cara de casa, uma prosa de pala, povoando o papel!

Uma trova em milonga, uma longa invernada, uma trova moçada, uma outra palavra, um futuro passado, um espaço vazio...
Uma fala esquisita, uma idéia impressiva, uma volta sem ida, uma arte na mira, uma tarde tranqüila, um causo de rio!

Para meu amigo do peito, LP

 

Às vezes a vida parece um holograma

Archives

11/01/2002 - 12/01/2002   01/01/2003 - 02/01/2003   02/01/2003 - 03/01/2003   08/01/2003 - 09/01/2003   09/01/2003 - 10/01/2003   11/01/2003 - 12/01/2003   03/01/2004 - 04/01/2004   11/01/2004 - 12/01/2004   12/01/2004 - 01/01/2005   02/01/2005 - 03/01/2005   03/01/2005 - 04/01/2005   04/01/2005 - 05/01/2005   06/01/2005 - 07/01/2005   07/01/2005 - 08/01/2005   08/01/2005 - 09/01/2005   09/01/2005 - 10/01/2005   10/01/2005 - 11/01/2005   12/01/2005 - 01/01/2006   07/01/2006 - 08/01/2006  

This page is powered by Blogger. Isn't yours?