All About My Mother
"They call me La Agrado, because I have always tried to make everyone's life more pleasant. I used to work the streets, on bridges, near the cemetery. Aside from being pleasant I am also very authentic: almond shaped eyes, 80 thousand; silicone in lips, forehead, cheeks, hips and ass, the liter costs sixty thousand pesetas...you add it up because I stopped counting. Tits? Two, I’m no monster. Seventy each, but these have been fully depreciated. It cost me a lot to be authentic, but we must not be cheap in regards to the way we look. Because a woman is more authentic the more she looks like what she has dreamed for herself.--Agrado (Antonia San Juan)

Se soube tatuagem
no braço gordo e flácido
Se soube etérea e instável
Se soube dona de si mesma
Se soube piano dedilhando
mão no ar
O beijo que não houve
Desde então
Niña Pastori y Jorge Drexler: Colcha de VersosCÁI: DELACái se bebe el sol
Cái es la brisa marinera
Y que remienda tu corazón
Con la sonrisa más morena
Cái, cuando tú no estás
De qué me vale amar el mar, mi cái
Cái, cuando anochece
Que tú te duermes, que yo te miro
Y a ti te pierde, ay cái
Cuándo podré regresá a encerrarme
Contigo en un patio
Dejar que el viento entre las macetas
Silbe por tangos
Por fin veré a mi gente
Por fin me veré
Cái del mentidero
Muero por él, yo quiero volver
Niña Pastori
HORAS: DELENo queríamos dormir
nos queríamos comer el mundo
No podíamos dejar de estar a solas ni un segundo
Ida y vuelta de la cama
a la alfombra voladora
nos bastaba con dejar pasar
dejar pasar las horas
Horas, horas,
colgados como dos computadoras
Horas, horas,
meta echar carbón en la locomotora
Recorriendo aquel edén
de sólo dos metros cuadrados
¿Que será de aquel colchón, de aquel colchón tan maltratado?
Allá íbamos tu y yo
llevados por el remolino
nos dejábamos caer, caer,
caer hacia el destino
Durante horas, horas,
colgados como dos computadoras
Horas, horas,
meta echar carbón en la locomotora
No queríamos dormir
nos queríamos comer a besos
No queríamos dejar de cometer ni un solo exceso
Nos venía a saludar en el balcón la luna llena
Nos bastaba con dejar morir
dejar morir la pena
Horas, horas,
colgados como dos computadoras
Horas, horas,
meta echar carbón en la locomotora
Jorge Drexler
Quero escrever poemas para voz como João Cabral.
Quero te ler meus versos como quem sussurra
em teu ouvido palavras obscenas e recados de amor.
Quero exercer a minha religião que é viver
sob os auspícios de teus beijos
que me marcam os lábios e me sugam a alma
quero entrar em ti como se eu pudesse atravessar uma porta
desenhada, moldada, enroscada em ti
Quero a voz e o querer inteiro, intenso
AZUL VERMELHO TELHA
Vinho na língua e no corpo
Me dei conta que não conheço tua letra. Não vi teu jeito íntimo de falar, escrever, registrar. Esse tanto de ti qe não conheço e que me faz querer saber mais. Me dei conta que quero viver tudo que há. Em contrapartida, não quero saber de viver aos cadinhos... Disso eu não quero saber, aprender, provar, ou descobrir. Quero sim ensinar-te a viver tudo que há. Tudo de mim, imenso, oceano, pertos, claro, puro. Quero que me sorvas e me lambas toda, inclusive pelo revés do tempo e revés do minuano. Quero um saborear voraz e apreciativo de cada pequeno gole. Quero que sintas a doçura do meu vinho licoroso. Vinho que embriaga por ser doce e que deixa na língua um torpor dormente que apetece e convida a entrega. Quero que jantemos de nós dois um banquete: entrega total.
Tópico FrasalSe me desses um tópico eu faria um poema com os anos de ausência e saudade. Eu escreveria um milagre em cada verso e transcreveria solidão. Se me desses um tópico eu te daria a mão e te roubaria um beijo no escuro. Envolveria tuas mãos pequenas nas minhas costas e sentiria teu calor ou teu frio de estar só. Eu te ofereceria meus seios pequenos como morada e tua boca lamberia meus mamilos até que deles brotassem rosas macias e perfumadas com teu cheiro cheio e presente. Se me desses um tópico, eu te faria capitão de meu barquinho frágil e forte, de meus sonhos quentes e ardidos com lembranças de teus beijos. Se me desses um assunto eu escreveria um romance-petardo-declaração, cujo título faria de mim uma autora de vanguarda, embora eu apenas falasse de um sentimento de querer mal resolvido. Eu queria um tópico para fazer amor contigo e me entregar a esse romance atrasado, arredio. Eu queria um tópico para manter vivo esse vínculo débil que nos mantém presentes. Eu queria um tópico para te reter em meu sexo assim como te tenho em minha alma. Desse assunto nosso eu teceria um pouco de nós no instante do agora. Perpetuaria teu gosto dentro de mim e também os sons e múrmurios que tu não consegues represar quando me tocas. Eu queria uma foto de teus olhos me agredindo e tua mão me segurando longe, eu queria que estivesse gravada em mim a textura dos teus dentes lindos que me mordem no lugar certo. Eu só queria.
E o relógio teima em ficar parado.

A voz que escuto agora é a de um bandoneon que fala sobre solidão
A voz da magia da música
Años de Soledad
Años de Ausência
Não te importes se não estou perto
Sonhar é tão bom
Imaginar-te ao som dessa música
carrega uma magia inquebrantável
É tão forte, tão sedutor
É sentido profundamente
tem vida própria
não te cales,
não sumas
Sonha comigo,
recosta tua cabeça
no meu peito
e te entrega
não te escondas
A voz se cala de repente
e ressurge ainda
mais dolorida
e cheia de encantos
Fecho meus olhos e penso
em momentos inesquecíveis
como o de um abraço furtivo
Um beijo de adeus
Um sonho inacabado
Uma carícia clandestina
Não consigo parar de sonhar
flauta e piano:
o sopro e a corda
O sopro de vida que me deste
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Reacendeste a esperança